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04 noviembre 2011

Mileurismo Itinerante o Ideas Para Convertirse en Rico Con la Crisis






















Anuncios clasificados: 

Se busca: mileurista para trabajo de expatriado en sector de Desarrollo Internacional. 
Se ofrece: posibilidades de cambio (real) de clase social, carrera con proyección internacional sólida y aumento de un punto anual en su cuenta de Status Social. Se incluye ayuda vivienda para casa compartida entre 6 personas.
Se asegura: diferenciación social respecto a sus homólogos mileuristas en país de origen, sin necesidad de aumentos salariales. 
Requisitos: experiencia mínima de diez años en técnicas de supervivencia con contratos temporales de un mes, altamente motivado, con voluntad de ascenso social, bajas expectativas salariales, dispuesto a pagar tres veces más por los mismos servicios que en su país de origen (vivienda, comida, salud y educación) y a dejar atrás a familiares y amigos. Por razones humanitarias, la organización también ofrece la posibilidad de dejar a la mujer y a la suegra en casa.
Se valorará: capacidad para trabajar bajo presión social y discriminación racial, para aguantar comentarios despectivos de sectores conservadores de la sociedad y acusaciones maliciosas por malversación de recursos nacionales para el sustento de extranjeros, bárbaros, extremistas, radicales, vagos, criminales e inmigrantes.
Interesados, enviar CV a: mileuristasperodeclasealta@comoconvertirsenricoconlacrisis.com



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02 noviembre 2011

Mercadotecnia

Ayer fue Día de Todos los Santos.
Hoy, Día de los Difuntos. 














En Mozambique, los antepasados aprovechan este día para mandar mensajes a sus seres queridos, a los que viven en el mundo de los vivos.
Su función principal, protegerlos de posibles infortunios. Avisarlos y evitar la desgracia.















Última Hora - Las principales compañías de teléfono del país, Vodacom y Mcel, anuncian una tarifa especial para estos días: 2 Meticales cada SMS y servicio Roaming gratis para aquellos usuarios que se encuentren entre el Limbo y el Más Allá.
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29 septiembre 2011

Verdades Universales

Porque hay cosas que son universales, en Barcelona, en Maputo, en Lubango, en Porto Alegre, en São Paulo, en Roma en la Conchinchina...

“Realmente me encanta conducir el domingo. El domingo la gente holgazanea y parece que la calle sólo sea mía. Los domingos jamás acostumbraban a ser exageradamente divertidos, quedaba con unos colegas, íbamos al fútbol…nada de otro mundo… pero aquel domingo noté que sería diferente…”

De la película: Tu Vida en 65 Minutos

El escenario cambia, quizás el vehículo también, pero la banda sonora se mantiene:

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04 agosto 2011

Angola. Um processo de (re)construção social



































Territórios e Esperanças na Sociedade Planetária

Edgard de Assis Carvalho[1]

As fotografias de Ruben Villanueva Rodríguez que integram esta exposição nos levam aos territórios extremos de Angola nos dias atuais. Demonstram que a imagem é, por vezes, mais contundente do que a linguagem fria de conceitos e teorias.
Todos sabemos dos desatinos cometidos pela dominação colonial na África. Etnias foram destruídas, patrimônios imemoriais considerados primitivos, exóticos, selvagens. Independentes, esses povos lutam para sobreviver e garantir seu papel, expor suas esperanças e estilos próprios diante de um mundo globalizado em que os desastres planetários ocorrem por toda parte.
As fotos integram a tese doutoral de Clara Pugnaloni, que soube integrá-las com sensibilidade e criatividade ao corpo do texto, demonstrando que a religação arte-ciência é crucial para o conjunto das ciências humanas.
O apoio do COMPLEXUS, núcleo de estudos da complexidade, à exposição ilustra o fato de que a fragmentação dos saberes está com os dias contados e a religação é a única via possível para a reforma da vida, da sociedade, da educação e do próprio pensamento.

A Representação e o Real
Clara Pugnaloni

Ruben Villanueva Rodríguez atuou em projetos humanitários em Angola para as oganizações Acção Contra a Fome (ACH) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), entre os anos de 2007 e 2009.  Fiel ao registro documental do sociólogo retratou não apenas recortes da vida, como os reflexos deixados pelo longo período de guerra nas veias do país. Nas veias de um povo que está ainda “a se acostumar” ao tempo de paz, à superação de tanto sofrimento e à ruptura com a submissão ao conflito. Um tempo em que é possível viver. Um tempo em que é possível também sonhar com saúde e paz, como cumprimentam os angolanos.
São expostos os resquícios de um passado recente marcado pelo conflito armado que ficou estampado nas cenas do cotidiano. Aspectos da ancestralidade e dos costumes tradicionais são revelados. Assim como paisagens que presenciaram a escravidão, a liberdade, a mortandade e, que, agora, testemunham uma nova esperança na vida.
As imagens possuem um valor estético inegável e um valor documental que enriquece o patrimônio iconográfico de Angola. As fotografias recuperam fragmentos da vida social como elementos de preservação da memória histórica. E, mais que isto, registram um período contemporâneo de reconstrução da própria maneira de viver e de se relacionar do povo.  Em um tempo em que é imprescindível a superação das antigas divergências que sustentaram o caos.

Reconstrução
Ruben Villanueva Rodríguez
O reerguimento de Angola inicou há apenas 10 anos e encerra dois processos paralelos e que correm em velocidades diametalmente opostas. Há, por um lado, a reconstrução material de infrestrutura, da economia e dos meios de produção. E, de outro, a reconstrução social  com a busca de uma identidade nacional.
A liderança na extração de pretróleo no continente africano e a posição de um dos maiores produtores mundiais de diamantes causou uma verdadeira disparada no crescimento econômico, nos últimos anos. Essa riqueza não se reflete, no entanto,  na vida da população. As diferenças sociais aumentam a um rítmo preocupante e situam Angola em 146º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano, num ranking de 169 países. Atrás do Haiti.
Essa conjuntura díspar faz com que Angola seja vista, por alguns, como um caso de crescimento e recuperação exemplar, ou um novo  El Dorado. E, por outros, como prova viva de que o capitalismo selvagem e o individualismo dele resultante só aumentarão a ruptura. Alavancarão a brecha social entre os mais pobres e as novas elites urbanas em rápida expansão.
Realidade e Reflexões
  • Diversidade e riqueza étnica: ainda que o Português seja a língua oficial existem cerca de quarenta línguas nacionais e dez grupos étnicos no país. O longo período de mais de 40 anos de isolamento e as difíceis condições de acesso à extensas regiões - por falta de infraestrutura e perigo de milhões de minas antipessoais ainda hoje disseminadas por todo o seu território - tem permitido a algumas etnias conservar, quase sem interferência externa, a sua forma de vida ancestral. Os mercados locais são um dos melhores lugares para observar o encontro e as interações dessa diversidade.
  • Modernidade e modernização: a vertiginosa onda de modernização devido às emergentes indústrias petroleira e de pedras preciosas, bem como a abertura do mercado às importações, começa a mudar o modo de vida de grande parte da população. E, ao mesmo tempo, acentua as contradições entre população urbana e a população rural, ainda alheia ao novo contexto.
  • O futuro incerto: embora o redescobrimento do potencial econômico de Angola tenha atraído as atenções de países de dentro e de fora do continente africano, a realidade quotidiana mostra um panorama desencorajador. O constante apelo dos governantes à unidade no país, por meio do recurso do patriotismo e da identidade nacional, é um sintoma do perigo de ruptura ainda latente. As grandes obras - próprias do período de reconstrução - contrastam com a falta de serviços básicos como fornecimento de água, energia e  saneamento. E, sobretudo, de investimento na educação.

Ruben Villanueva Rodríguez nasceu em Barcelona em 1979. Formou-se em Sociologia pela Universidade Autònoma de Barcelona (UAB). É mestre em Estudos para o Desenvolvimento pela mesma instituição. Especializou-se em Relações Internacionais. Trabalhou em coordenação de projetos de ajuda humanitária na Guatemala, Bolívia, India e Malawi. Em Angola foi consultor das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e Acão Contra a Fome. Participou de projetos de desenvolvimento em Honduras e Moçambique.
Começou a fotografar para registro e documentação das realidades percebidas em suas ações em campo. Foi vencedor em 2010 do concurso A Água é Vida, realizado em Madri, com a foto Banho Matinal captada em Angola. As suas fotografias tem ilustrado livros e materiais de divulgação de distintos projetos de desenvolvimento ao redor do mundo.
Atualmente está baseado em Moçambique e trabalha como consultor independente para projetos relacionados com o direito à terra das populações rurais.

Fotografias e objetos:
acervo de Ruben Villanueva
acervo de Clara Pugnaloni

Realização:
Museu da Cultura
Faculdade de Ciências Socais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Direção:
Dorothea V. Passetti

Curadoria:
Clara Pugnaloni

Organização:
Procultura Comunicação I Desenvolvimento

Apoio Institucional:
Acción Contra el Hambre – ACH International
Departamento de Ciências Socais da  PUCSP
COMPLEXUS - Núcleo de Estudos da Complexidade da PUCSP
Associação dos Ex-alunos da PUCSP


[1] Professor titular de Antropologia, coordenador do núcleo de estudos da complexidade, coordenador brasileiro da cátedra itinerante UNESCO Edgar Morin para a América Latina.

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07 marzo 2011

THE SOCI(OLOGIC)AL NETWORK

Una tarde de domingo cualquiera, en un hotelucho de Mozambique cualquiera.

Acabo de ver 7 minutos y 44 segundos (la intro, vamos) de este hasta hora bodrio de película, The Social Network, independientemente de lo que pueda pasar durante el resto de la hora y 53 minutos siguientes. En este momento el tipo se encuentra en el umbral de lo que parece ser una residencia de estudiantes (creo, ahora lo descubriré) y hasta el momento sólo he visto a un supuesto genio (un novato de nombre impronunciable) vistiendo una sudadera fea a rabiar con las siglas CAP, arruinando su vida social en un pub con nombre de risa por culpa de su supuesta pedantería o genialidad o incomprensión, qué se yo y, tras superar el susto inicial de ver aparecer en los créditos a Justin Timberlake, corriendo por lo que parece ser el campus de esa tal CAP y cruzándose con, veamos: un tipo en un callejón (nada a comentar sobre él, un callejón normal, pues sobre el tipo no me voy a aventurar, por esta vez); una chica cool con su flequillo al viento, botas negras y faldita a cuadros, la protagonista de cualquier canción romántica universitaria al estilo Ismael Serrano, pasando por un parking de bicicletas (universitario equivale a bicicleta, qué estereotipo por Dios); ahora otro tipo con una bicicleta y chaquetón negro hasta la rodilla bien elegante (el sueño de cualquier madre para su hija) que pasa junto a dos tipas cargando con sendas bolsas de plástico (en las que yo imagino que llevan el botellón para el fiestón de esa noche en la fraternidad de turno); antes de subir por una escalinata aparece otro tipo con la mochila colgada a un solo hombro que parece el reflejo del prota este (debe ser otro novato con una con una mochila Eastpak de aquellas), pero sin esa sudadera horrenda; ahora nos aparece un tipo tocando el violín, con partitura y todo, en medio de una plaza casi desierta si no fuera por esa parejita que pasa por delante y le dedica unos segundos de atención, llevando el muchacho un monopatín (qué mal suena eso en esta era de la globalización, dejémoslo en Skate) y la muchacha una bufanda que le llega hasta debajo de la cintura (más bicicletas aparcadas al lado del tipo del violín y una pasando fugazmente); tres tipos dando patadas a una de aquellas mini pelotas (aquellas de tela rellenas de arroz o arena, cuyo nombre es algo así como Haki) con a las que juegan los asiáticos; una parejita más, llevando el chico otra Eastpak colgada a un hombro; y en eso llega a la puerta en cuestión, junto a la que se encuentra un aparcamiento más de bicicletas.

Actualización de último momento (minuto 7 con 45 segundos): parece que se trata de la archiconocida universidad de Harvard (no podía ser otra), durante el otoño de 2003 (y te lo ponen como si fuera hace mil años, tipo la Guerra de las Galaxias), es decir, hace cuatro días. Y es ahí cuando me pregunto, ¿y entonces, por qué ese tono verdeado y usado de la película, haciéndonos creer que se trata de una historia con solera, al estilo del garaje de Apple, o de Metálica?

Si no es por criticar, que si se ha de ver se ve, pero verla por verla es tontería, como decía aquel genio del gremio de los chapuzas llamado Benito, pero qué queréis que os diga, en menos de ocho minutos ya nos han vendido diez estereotipos sobre el mundo universitario americano y uno demasiado recurrente: nosotros creamos genios en nuestras maravillosas e inigualables universidades, vosotros veis las películas que hacemos sobre ellos. 

Yo no soy un genio de las punto.com, pero alguien podría hacer una película sobre mí algún día, digo yo. Seguramente en el minuto 3 ya habrían aparecido 15 estereotipos. ¿O es que os pensáis que todos los alumnos de la Facultad de Sociología nos dedicamos a fumar porros y a jugar a cartas en el bar mientras intentamos convencer al resto de que estamos realizando una práctica de observación participativa para la clase de Técnicas de Investigación IV?

Actualización de ultimísima hora: se confirman mis temores, la película es un bodrio, llena de clichés, el tipo este es un héroe más de las punto.com, y Justin Timberlake, además de viejo, gordo y feo a más no poder con el pelo largo, hace un papel deplorable como ¿el tipo del Napster? ¡Por Dios!

Actualización de la tarde de lunes posterior a la insufrible tarde de domingo: he decidido “desactivar” mi cuenta de FB. Aun no sé si eso equivale a borrar la cuenta o si FB permite salir de la red (anti)social o sólo congelarla de forma temporal. ¿Y si al final resulta que Neo tenía razón, que no hay salida? Las razones que me llevan al ostracismo cibernético se resumen básicamente a una: FB me ha conducido en poco menos de dos años al completo olvido los medios de comunicación alternativos que ofrece la aldea global. La monopolización de mi tiempo y atención por parte de esa secta social no me ha aportado nada más allá de un empobrecimiento mental. La curiosidad y voyerismo iniciales evolucionaron en exhibicionismo y más tarde en un copia-y-pega de links y comentarios puntuales e insulsos. ¿Qué estás pensando? y ¿Qué estás haciendo? fueron las únicas aportaciones a mis “amigos”, y eso porque no podía simplemente escribir cuántas pajas me estaba haciendo.

R.I.P. a FaceBook.

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13 febrero 2011

Imaginemos un Mundo Nuevo






















¿Os imagináis levantaros un domingo, abrir el periódico y no encontrar ningún comentario xenófobo, racista o fascista? 

¿Os imagináis levantaros una mañana cualquiera y encontrar que los lectores del ABC han considerado como "comentarios inadecuados" todas aquellas  referencias racistas y xenófobas vertidas sobre los inmigrantes?

¿Imagináis que sólo hayan considerado como "adecuados" aquellos comentarios que explican "la otra Historia", la Historia desde el otro lado, la Historia real, sin sesgos ni deformaciones de ningún tipo? 

Yo sí que me lo imagino. 

Y aquí está la prueba (2.220 En Contra y 1.520 A Favor después):

"Italia declara el estado de emergencia por la llegada masiva de inmigrantes"

Cambiemos el mundo en lo que queremos que sea... Algunos ya están en ello, y a mí me ha llevado una noche de sábado.

Hay que luchar contra la amenaza de "la Historia Única".
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13 enero 2011

Paseando en Color

Paseando en color por... Buenos Aires









































































































































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21 octubre 2010

Medios Sociológicos para Desenmascarar la Realidad (2): Visiones del "Culo"

Siguiendo con la cuestión de los caminos insospechados de la Sociología, os propongo dos formas de análisis de la realidad distintas, de hecho, de una realidad en particular: la del Culo. Sí, que nadie se me escandalice, El Culo con mayúsculas, nada de minúsculas pues no vamos a hablar de cualquier culo, de uno ordinario, sino del culo de los Tecnócratas, un culo con caché, con status, diferenciado física y socialmente, un culo con casta, brillante y limpio como ningun otro.

Pues bien, para el ejercicio de hoy os presento dos vivisones (a priori muy distintas) sobre el objeto de investigación: la primera, basada en la sabiduría popular (y creo que también en el sentido común), muy elocuentemente expuesta por el "pensólogo, poeta y sufridor profesional" mwangolé, el señor Shunnoz Fiel dos Santos, quien ya nos hacía una pequeña introducción de su teoría en el post anterior. Poned especial atención a partir del minuto y cuarenta (1:40). La segunda visión, ya un poco más académica y con ese lenguaje pedante del que tanto gustan los científicos sociales, aportada por el investigador noruego Einar Braathen en  "Fundos sociais na África: uma resposta tecnocrático-clientelista à pobreza?".

Bueno, vayamos al grano. Lo que intentaba demostrar con este post es que, tras haber perdido dos horas leyendo 24 páginas sobre el sexo de los ángeles (pero en un lenguaje bien complejo e indigesto), creo que el pensólogo  Shunnoz acaba por describir mucho más directa y fielmente lo que Braathen no se atrevía a decir sobre los Tecnócratas. Así que yo me pregunto lo siguiente. ¿Explica la segunda aportación (Braathen) a la primera (Shunnoz), o es la primera la que realmente clarifica la segunda? En definitiva, que muy a menudo el científico social es demasiado científico y poco social, mientras que sería bueno ver más de vez en cuando referencias al mundo (sur)real y no tanto al bibliográfico (Villanueva, 2010).

1. Sabiduría popular y Sentido Común


    2. Análisis Científico
    Os sistemas administrativos nos Estados pós-coloniais são híbridos, compostos de subsistemas patrimoniais (enfocando a esfera do privado), burocráticos (normas regidas por leis universais) e profissionais (com foco no cliente e nas metas). Segundo Médard (1982, 1995) podemos definir tais sistemas híbridos como neopatrimoniais. O patrimonialismo na África Subsaariana apresenta os seguintes três aspectos característicos:
    1. poder e política personalistas em torno dos “grandes homens”;
    2. ausência de distinção entre o domínio público e o privado. Embora os sistemas legais e administrativos “modernos” sejam assimilados, eles são invadidos ou cooptados pelas esferas privadas dos “grandes homens”. A política torna-se uma espécie de negócio em razão de que são os recursos políticos os que dão acesso aos econômicos. No entanto, a coexistência formal da lógica de ação legal-racional e patrimonial torna o Estado neopatrimonial;
    3. clientelismo: os “grandes homens” (patronos) podem abusar dos recursos estatais não apenas em proveito próprio, mas também para beneficiar seus principais acólitos, assim como com vista à legitimação política. A política de massas está estruturada em torno de relações clientelistas verticais (Médard, 1995; Bratton e de Walle, 1997; Chabal e Daloz, 1999; Braathen e Orre, 2001). 
    Quando o subsistema patrimonial é dominante, as reformas relacionadas ao NGP (Novo Gerenciamento público) contam com um suporte, em termos de recursos humanos, muito inadequado. Essa condição não pode ser mudada através de me- ros programas de treinamento e educação (construção de capacidade).
    Em segundo lugar, as instituições políticas e sociais que poderiam fiscalizar o sistema patrimonial-administrativo são subdesenvolvidas. Mesmo nos países economicamente mais avançados, o crescente poder discricionário conferido aos administradores estatais, as privatizações e os financiamentos tendem a agravar a corrupção e provocar outros efeitos colaterais (nepotismo, favorecimento, clientelismo e outras práticas patrimoniais) (ver Kettl, 1999). Se isso ocorre no mundo “desenvolvido”, o que esperar das reformas relacionadas ao NGP nos países “em desenvolvimento”? Particularmente na África, as instâncias democraticamente eleitas são frágeis, de modo que seu controle sobre a administração através de mecanismos de fiscalização é, no melhor dos casos, limitado.
    Nesse contexto africano, dois aspectos cruciais do papel dos tecnocratas precisam ser esclarecidos. Primeiro, há que saber em que medida eles conseguem proteger sua prática profissional da interferência indevida dos legisladores personalistas. Trata-se de uma questão de autonomia técnica. Segundo, é preciso determinar em que medida eles podem transcender as práticas clientelistas dos “grandes homens”, tanto no plano nacional quanto na esfera local. Em outras palavras, como os tecnocratas estruturam sua inclusão no sistema. A pergunta é: eles servem às estruturas democráticas dos pobres ou operam, principalmente, em conexão com as elites existentes, as quais ocultam o divisor público-privado?
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    20 octubre 2010

    Medios Sociológicos para Desenmascarar la Realidad

    Vale la pena echar un ojo a este proyecto musical angoleño que al final se convirtió en una iniciativia sociológica para desenmascarar la realidad. Si bien el Hip Hop ya tiene algo de ello, el propio proyecto de rodaje del vídeo musical de este grupo es un serio documento descriptivo de la realidad de Angola y más concretamente de Luanda.

    Porque los caminos de la Sociología son insospechados...

    1º Documento: Trailer del Making Of... en Radio Fazuma 

    2º Documento: Video Clip Final É Dreda ser Angolano 



    Obrigado Kota Jules
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    18 septiembre 2010

    Pájaros en la Cabeza (3ª Parte): Complejidades Analíticas de la In-migración Norte-Sur


















    Algunas ideas para un proyecto de post políticamente incorrecto:

    De la posibilidad de poner patas arriba, ya no la escuela (que eso ya lo hicieron otros), mas sí el marco cognitivo en la lucha contra la inmigración.

    Al tiempo que en las sociedades occidentales (en las Sociedades Opulentas, en el sentido de Galbraith) la beatificación del e-migrante (encarnado en la piel del cooperante) va pareja a la demonización del in-migrante (encarnada en la piel del desposeído), deberíamos preguntarnos sobre las consecuencias de cuando se den cuenta allí por el Sur que es justo y legítimo aplicar también en sus sociedades una dosis de la misma medicina que "los otros" han estado usando con ellos durante décadas (discriminación, ostracismo, construcción de muros y barreras tanto físicas como jurídicas para impedir la entrada, criminalización, persecución, etc.).

    ¿No es verdad que la globalización ha abierto la puerta a los flujos de intercambio (incluidos los intercambios humanos) bidireccionales, en cuanto históricamente estos se daban meramente en un único sentido (desde las colonias hacia la polis)? ¿Y no es verdad también que se ha atribuido a cada sentido del flujo un significado y una carga simbólica totalmente distintas a la vez que opuestas, convirtiendo al flujo ascendente de individuos (S-N) en un "problema social" mientras que al descendente (N-S) en una "cuestión humanitaria"?

    ¿En qué se diferencia un cooperante de un in-migrante (con toda la carga peyorativa que este último detenta, visto como un desposeído, un ilegal o una amenaza para el bienestar de la Mayoría Satisfecha de Galbraith)? ¿Es más, por qué no se le atribuye al cooperante entre la Mayoría Satisfecha la etiqueta de In-migrante (aunque lo verdaderamente llamativo es que ni siquiera se le atribuye la de E-migrante), y sí de embajador de valores solidarios y moralmente justos? 

    Paradójicamente, quizás la única diferencia entre el inmigrante "ascendente" (S-N) y el "descendente" (N-S) sea que mientras el primero lucha para conseguir una movilidad social pareja (esto es, ascendente, pues normalmente llegan para ocupar los estratos sociales más bajos), el segundo no tiene que esforzarse mucho, pues ya llega ocupando el escalafón superior en la escala social receptora. 

    Como si de un sistema de poleas se tratase, cuando el individuo sube de latitud, baja en la escala social, mientras que cuando éste baja, geográficamente hablando, gana posiciones en esa misma escala. No debemos olvidar que el exceso de trabajadores de cuello blanco en las Sociedades Opulentas obliga a estos últimos a explorar (y explotar) nuevos mercados de trabajo (podríamos considerar este como uno de los fundamentos del debate sobre la profesionalización del sector de la Cooperación Internacional).
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    14 septiembre 2010

    Pájaros en la Cabeza (2ª Parte): El Papel de la Cooperación Internacional en la Mundialización de los Trabajadores de Cuello Blanco















    El pasado ocho de septiembre en España se dedicó un año más a celebrar el Día del Cooperante. El objetivo de esa efeméride es el de homenajear a todos esos seres de buena voluntad que pululan por el mundo haciendo el bien con un único objetivo: umm, a ver, ahora que lo pienso, en realidad no sé cuál es ese objetivo; creo que cada uno de ellos tendrá sus propias motivaciones y metas, aunque todas las organizaciones gubernamentales y no gubernamentales no hayan parado de proclamar estos últimos días que sí que existe algo común a todos estos individuos.

    La verdad es que si para una cosa sirven estos “días de” es para incitar a la reflexión. Yo, por mi parte, tras hacer la mía propia no me acaban de salir las cuentas.

    Veamos pues, cuáles son estos elementos comunes que parecen guiar a todo cooperante en su camino por ese mundo exterior. Se habla de valores, objetivos, tareas y responsabilidades comunes a todo cooperante. Se asume por tanto un cierto grado de homogeneidad entre tales individuos, lo que nos lleva a pensar que efectivamente conforman un grupo social diferenciado. Pasemos a analizar por tanto los elementos y características propias del grupo social de los Cooperantes según el imaginario colectivo español (que no tiene por qué coincidir con el de otros países ni tomarse obligatoriamente como base para la generalización).

    Según el DRAE (Diccionario de la Real Academia Española de la Lengua), se entiende por cooperante: toda “persona que ayuda al desarrollo de un país necesitado de él social y económicamente”. A su vez, el diccionario WordReference define como cooperante al “especialista de un país desarrollado que colabora con organizaciones humanitarias que trabajan en el Tercer Mundo”; y pone el ejemplo siguiente: “cuando acabó medicina se fue como cooperante a Etiopía”.

    De estas definiciones podemos extraer los siguientes elementos para el análisis: 1. Los países necesitan de ellos, de los cooperantes; 2. Los ámbitos más “necesitados” son el social y el económico; 3. Son especialistas; 4. Provienen de países desarrollados; 5. Se establece la colaboración como sistema de relaciones; 6. Trabajan en el Tercer Mundo; 7. Del ejemplo de WordReference se sobreentiende que para ir de cooperante debe alcanzarse un nivel de estudios determinado y preferiblemente, según este ejemplo, de nivel superior (profesionales liberales como médicos, abogados, etc.).

    De los elementos anteriores podemos inducir que dentro del imaginario colectivo español existe un grupo más o menos homogéneo caracterizado como sigue: los cooperantes forman un grupo social, cuyo origen fue la consecuencia de la elevada demanda por parte de los países del Tercer Mundo de especialistas con niveles educativos superiores. La acuciante necesidad en los ámbitos social y económico ha obligado a estos países a establecer relaciones con el grupo social de los cooperantes siguiendo un sistema de externalización de servicios (según el DRAE, colaborar significa trabajar con otra u otras personas -o empresa- en la realización de una obra, sin pertenecer a ellas –o a su plantilla-).

    Siendo esa la percepción de este grupo dentro del imaginario colectivo, no es de extrañar que sean beatificados cada 8 de septiembre. Pues siguiendo esta lógica funcionalista, los cooperantes surgieron por una necesidad ajena a ellos y a la sociedad española, surgieron para responder a los requerimientos de ayuda de los países del Tercer Mundo, como prestadores de servicios. Paradójicamente, esta lógica redentora es, precisamente, la misma que se esconde bajo las desiguales e injustas relaciones internacionales contemporáneas. Así pues, como premisa para conseguir un cambio real en estas relaciones y para acabar con la desigualdad reinante en el actual escenario globalizado, debemos de cambiar este imaginario colectivo. Para ello, debemos de acabar de raíz con la continua beatificación del grupo social de los cooperantes.

    Cuando se pasa de la teoría a la práctica, uno se da cuenta de que la realidad de este grupo social es muy distinta a aquella otra imagen tan estereotipada. Una de las mayores falacias a la hora de caracterizar al verdadero cooperante proviene del propio Tercer Sector. A modo aclaratorio, se incluye en este sector a todos los prestadores de servicios sociales complementarios a los (teóricamente) ofrecidos por el Estado, diferenciando entre servicios y organizaciones de Acción Social –aquellas que prestan servicios dentro de y para las propias comunidades de su entorno, Norte-Norte- y las de Cooperación Internacional y/o Desarrollo – aquellas que prestan servicios a comunidades y grupos sociales externos, ajenos a su contexto social, Norte-Sur).

    Pues bien, dentro del discurso del propio ámbito de la cooperación internacional se recurre constantemente a la distinción entre los trabajadores “sobre el terreno” o “de terreno”, es decir, los expatriados y los propiamente denominados cooperantes, y los trabajadores de sede (que, en principio no se habrían ganado el derecho de ser llamados de cooperantes, sino que estos se autodefinirían como trabajadores de la cooperación internacional o del Tercer Sector). Nótese que casi siempre se distingue el trabajo de estos sujetos en términos de “terreno” y no de “campo”, pues mientras que la primera categoría incluiría sólo al grupo social de los cooperantes, la segunda incluiría a cualquier clase de científico social, ampliando el espectro a los trabajadores de las organizaciones de Acción Social (trabajadores sociales, mediadores culturales, sociólogos, psicólogos, etc.)

    Y es precisamente este elemento diferenciador y discriminador el que paradójicamente más ha contribuido a la beatificación de San Cooperante así como a, tal y como decíamos más arriba, la reproducción de las bases del discurso legitimador de las desigualdades en las relaciones internacionales.

    Continuando con las falsas percepciones sobre este grupo social, debería decirse sobre el supuesto trabajador “de terreno” que poco se diferencia éste de sus congéneres “de sede”. La experiencia demuestra que este cooperante de terreno acaba por convertirse la mayor parte de las veces en otro simple trabajador de oficina. Un cooperante en realidad no es otra cosa que aquello que denominamos un trabajador de cuello blanco.

    Esta categoría de trabajador, usada para distinguir a la nueva clase trabajadora de la era post-industrial y postmoderna de aquella clase propia de sociedades industriales y modernas, se caracteriza por lo siguiente: un nivel de educación medio; habiéndose dado el caso en las últimas décadas que el excesivo crecimiento del número de trabajadores de cuello blanco con estudios y títulos superiores, combinado con el estancamiento en la creación de empleo cualificado ha dado origen a la vulgarmente llamada “titulitis”, es decir, al cada vez más frecuente uso de profesionales sobrecualificados para trabajos de cualificación media o descualificados y manuales; muchos de los trabajadores de cuello blanco lo son hoy debido a la imposibilidad de desempeñar profesiones liberales; no obstante el cambio de ubicación física del lugar de trabajo -el paso de la fábrica a la oficina- éste no ha venido acompañado del aumento del nivel de exigencia para el desempeño de sus funciones; existe un alto número de trabajadores de cuello blanco desempeñando funciones poco creativas y muy repetitivas, al estilo de las cadenas de montaje industriales.

    Así pues, “sobre el terreno” podemos encontrar una primera categoría de cooperantes que se dedica al trabajo de oficina: escribiendo informes -uno tras otro, hostigado por las apretadas fechas de presentación impuestas por el propio sistema- , nuevos proyectos, o cumpliendo con toda la burocracia que los donantes imponen para el acceso y administración de sus fondos. Trabajo con contrapartes -como se le llama en el argot de la cooperación-, lo que significa que el cooperante se sitúa como intermediario entre el donante y el implementador de las actividades. Se convierte en un burócrata, en un dinamizador del trabajo de la contraparte, en el sentido que intenta hacer cumplir los requisitos técnicos, administrativos y morales impuestos por aquellos que, en teoría, estarían para dar respuesta a las necesidades de estos países del Tercer Mundo.

    La segunda categoría la conforman aquellos individuos que se dedican a actividades más creativas. Estos pertenecen a la categoría de los Asesores Técnicos de esos gobiernos del Tercer Mundo, tan necesitados de estos guías (y no espirituales, precisamente) para llegar al tan ansiado limbo del desarrollo. Su perfil suele ser el del profesional liberal, con estudios superiores y con una visión más estratégica y macro que implementadora y micro. Sin embargo, a pesar de esa mayor creatividad y libertad de movimientos de que gozan estos últimos, siempre acaban por moverse entre montañas de estrategias de intervención y planes de desarrollo, entre oficinas de directores de departamento y ministros, entre los meandros de las relaciones sociales y políticas, por lo que “su terreno” no deja de ser una mesa y una silla entre cuatro paredes. Poca acción acaban por ver si no es la propia de los pasillos de las instituciones a quienes asesoran.

    Finalmente, encontramos una tercera categoría (minoritaria) compuesta por los individuos más técnicos y especializados de todos. Aquellos médicos, enfermeras, ingenieros y agrónomos, ente otros, que son los que pueden llegar a implementar directamente las actividades de los proyectos: construyen, curan enfermedades, hacen crecer las cosechas, dan de beber. No obstante, de entre todos los integrantes de esa categoría, sólo los que trabajen en organizaciones que realicen una implementación directa de programas y proyectos -y que no lo hagan a través de las llamadas contrapartes-, tendrán la suerte de realizar el siempre tan gratificante trabajo de terreno. Apenas algunas prestadoras de servicios trabajan bajo este enfoque, siendo las organizaciones humanitarias las más dadas a este tipo de intervención, por otro lado menos compartido en los llamados contextos de desarrollo.

    En definitiva, que ese tan alabado trabajo sobre el terreno -que es uno de los elementos constituyentes del grupo social de los cooperantes- es en realidad un lujo que no todos los integrantes del grupo tienen la suerte de poder vivir alguna vez o, como mínimo, de forma extensa y continuada. Así pues, en general el cooperante no deja de ser un trabajador de cuello blanco más, que bien podría estar realizando las mismas tareas en una oficina de París, Barcelona, Ámsterdam, Washington, Río de Janeiro o Shanghái. En otras palabras, el uso de la distinción entre trabajadores de sede y trabajadores de terreno –cooperantes- no tiene sentido alguno en el contexto actual.

    Por otro lado, si nos referimos al ámbito de actuación social de los cooperantes según la definición del DRAE, solamente podría considerarse como tales a aquellos individuos que desarrollan su colaboración en los ámbitos social y económico. Esto es, quedarían excluidos del grupo todos aquellos individuos que trabajan en el sector de la cultura (puesto que es difícil de creer que los países del Tercer Mundo estén necesitados culturalmente de la ayuda de los cooperantes), de la religión (por tanto, ni los misioneros ni los cientos de organizaciones de ayuda de índole religiosa no podrían ser considerados desde este punto de vista como cooperantes, a pesar del grande trabajo social y de transmisión de valores que realizan) y política (paradójicamente, todas las cuestiones relacionadas con la gobernanza y gobernabilidad, tan de moda hoy día quedarían excluidas al trabajo de la cooperación). Por tanto, es el propio imaginario colectivo el que determina qué trabajos pueden ser realizados y cuáles no por los cooperantes. Es decir, la agenda de los países prestadores del servicio de la cooperación determinan la agenda, o mejor, las necesidades de los países receptores de los mismos.

    Otro elemento determinante para este grupo social es la prescripción existente –e impuesta por el propio imaginario- de que los cooperantes deben servir como vehículo de transmisión de valores. Así pues, la carga simbólica del trabajo de estos sujetos parece tener tanto o más peso que el resto de elementos constituyentes de su identidad. Cuáles son esos valores y cómo y por quién pueden y deben ser transmitidos se erigen en las cuestiones fundamentales del debate.

    Continuará...
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    27 agosto 2010

    Trabajos de Campo

    "Análisis Socioeconómico de Género: Derechos de la mujer en el acceso a y pose de tierra en las provincias de Zambézia, Nampula, Niassa y Cabo Delgado".

    Tras un duro mes de trabajo y una encuesta a 2.000 personas durante dos semanas en el terreno, ahí van algunos resultados...

    Qué bueno volver a hacer análisis sociológico... Recuerdos de facultad... De nuevo, la mirada del Sociólogo y, últimamente, también la aun joven mirada del fotógrafo.






























































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    06 julio 2010

    De Ratas, Polisemias y Minas Antipersona
















    Cuando me desperté agitado de madrugada, era noche cerrada en el exterior y había una oscuridad abismal en la habitación. El generador hacía horas que había sido desconectado y una vela en el suelo junto a mi cama era el único medio con el que contaba para averiguar qué diablos era aquella sombra que se movía sobre mi cabeza.

    Tuve que escurrirme bajo la mosquitera que rodeaba la cama para buscar a ciegas la caja de fósforos. Mientras, en el vértice de la misma, allí donde se une la red a la alcayata de la viga de madera, a unos pocos centímetros del techo de chapa, la sombra parecía ya con casi total seguridad un ente vivo. Mientras me apresuraba a encender la vela, era cada vez más consciente de que éramos dos en aquel cubículo de adobe de la base de Acción Contra el Hambre en Chicomba.

    Tras saltar la chispa, cientos de sombras nacieron de la mortecina llama que aquella vela escupía hacia los cuatro rincones y el único armario que había en la habitación. Mis temores se hicieron realidad cuando, al levantar la cabeza, conseguí distinguir una cosa fea y peluda que había quedado atrapada en la pequeña abertura del vértice de la mosquitera. Ahí estaba ella, desorientada e inmovilizada de las patas traseras y con más de medio cuerpo ya introducido por el, afortunadamente, pequeño agujero. El hocico de la maldita rata se encontraba, efectivamente, justo en la vertical de mi cara estando yo echado en la cama. Unos centímetros o unos segundos más y aquella rata se hubiera estrellado contra mi cara.

    En ese preciso instante se me revelaron dos posibles escenarios . El primero, en que la rata conseguía desasirse de la trampa y lanzarse a lo kamikaze hacia mi cara; una vez libre, ésta podía ya elegir entre agarrarse a mi cara cual “Alien el octavo pasajero” o bajar al suelo y ahí sí, la agonía estaba cantada, pues ahí no había forma de acceder a mis zapatos que se encontraban debajo de la cama, con lo que estaría enfrentándome a una rata rabiosa en un cubículo de 2X4m con la sola arma de una vela y una caja de fósforos. El segundo escenario, en el que la rata con el culo demasiado grande acababa dándose por vencida en su lucha por alcanzar mi cara y se prometía a ella misma no volver a probar ese fabuloso queso español que había encontrado días antes en la despensa de la cocina contigua. 

    Afortunadamente, el queso hizo su efecto en sus cartucheras y tuve tiempo suficiente para salir de la estancia y pedirle al guarda que se acercara hasta  el lugar de los hechos, pues había allí un monstruo peludo que intentaba realizar una caída libre sobre mi cara. Con toda la tranquilidad y temple del mundo (lo que contrastaba con el gran esfuerzo que yo había tenido que hacer para no profanar con un grito gutural los dulces y merecidos sueños del resto de mis compañeros), el guarda entró en la habitación y, efectivamente, comprobó que la rata había quedado atrapada en la red. Con la naturalidad del que ha pasado tanta hambre como para tener que haber comido a esos seres durante los días más duros de la guerra de los 30 años, la atrapó con una mano y, asegurándola de la cabeza con la otra, salió al patio y la lanzó a unos seis metros, lo suficientemente lejos como para no oír a la rata prometiéndose a ella misma que por siempre jamás iba a pasar hambre. Bueno, o al menos durante una semanita, tiempo suficiente para hacer la dieta de la alcachofa y reducir un poco las cartucheras.

    Llegados a este punto, el lector seguramente coincidirá conmigo en que la historia en sí, aunque anecdótica y graciosa, no es tan desternillante como para acabar a carcajada suelta y revolcándose por el suelo. Además, quien me conozca podrá confirmar que no me caracterizo precisamente por ser un buen contador de historias y aun menos de chistes. Y eso mismo era lo que pensaba yo cuando al explicar el episodio en una cena con mis amigos angoleños cada palabra que salía de mi boca arrancaba una risotada general digna de aquellas “carcajadas enlatadas” típicas de las teleseries americanas. 

    Pues bien, tras terminar la historia mis buenos amigos me confesaron que, además del problema con mi “portuñol”, tenía que saber que en portugués (de Portugal, que no de Brasil) el significado de “rata” es otro muy distinto que en español. Y que si quería contar de nuevo la historia tenía que explicar “a história da ratazana (el énfasis es mío) que queria pular na mihna cara” y no “la historia del coño (el énfasis es mío) que quería saltarme a la cara”. Así es que, mis queridos lectores, tomad buena nota de las diferencias entre el Español y Portugués en relación a estos sustantivos: Rata = Ratazana; Ratón = Rato. Siendo a la inversa, del Portugués al Español: Rata = Coño.

    Dicho esto, tras haber encontrado en internet este artículo sobre una nueva y sorprendente utilidad de las ratas (según su significado puramente español) para la humanidad en general y para Angola en particular....

    Puedo prometer y prometo que nunca más voy a dejar pasar hambre a una rata... ni a una ratazana.

    Ratas para detectar minas antipersona: (…) más baratas de criar y más fáciles de alimentar que los perros (…) pesa menos que un perro y tiene, por tanto, menos probabilidades de detonar una mina cuando pisa encima de ella. Como media, una rata puede rastrear y limpiar unos 200 m cuadrados en media hora, el equivalente a dos días de desminaje manual.
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    Paseando en Blanco y Negro - II
































































    Paseando en Blanco y Negro por... Lisboa
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    03 mayo 2010

    Paseando en Blanco y Negro














































    Paseando en Blanco y Negro... por Barcelona
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